Método aplicado à gestão pública

Fazer tudo certo
para o problema errado
também é fracasso.

Antes de um edital, desafio de inovação ou contratação, o problema precisa estar bem estruturado.

Um método em 11 etapas para transformar dores, sintomas e relatos em um desafio público claro — sem antecipar tecnologias, fornecedores ou contratações.

Júlio DiógenesCriador da metodologia e facilitador

Ver como o método funciona
11 etapas sequenciais de investigação e estruturação
4 fases, do contexto à formulação do desafio
1 Mapa do Desafio consolidado como entrega final
Equipe preenchendo o Mapa do Desafio Público com post-its em painéis na parede

Regra do método

Dor não é causa. Sintoma não é problema. Percepção não é evidência.

Quem já confiou no trabalho

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O que é Arquitetura
de Problemas

Uma prática de facilitação que organiza o raciocínio antes que uma dor pública seja convertida em projeto, edital, desafio de inovação ou contratação.

Equipe lendo o painel do Mapa do Desafio Público e apontando as etapas

01

Facilitação por etapas

A conversa avança uma etapa por vez. Cada síntese é interpretada, tensionada e confirmada antes que a análise prossiga.

Mesa de trabalho vista de cima com o Mapa do Desafio Público e post-its coloridos

02

Disciplina analítica

Dores, sintomas, problema, causas, impactos e resultados permanecem separados. Evidências não se misturam com percepções ou hipóteses.

Pessoas preenchendo juntas o Mapa do Desafio Público em um painel na parede

03

Foco no valor público

A análise considera cidadãos, servidores, territórios, desigualdades, normas, recursos e limites reais de atuação da prefeitura.

A análise pode partir de

Um desafio do zeroUma dor ou situaçãoUm problema já formuladoUm workshop em andamentoMuitos problemas misturados

02

O que você leva ao final

O Mapa do Desafio organiza o que já se sabe, torna visível o que ainda falta e preserva a rastreabilidade da análise.

Mapa do Desafio

Uma síntese estruturada do percurso, pronta para orientar a etapa seguinte sem esconder dúvidas, lacunas ou divergências relevantes.

Rastreabilidade da análise

Fatos, percepções, hipóteses e informações ausentes permanecem identificados. A equipe sabe o que pode afirmar e o que precisa investigar.

03

Como funciona

11 etapas organizadas em 4 fases. A análise só avança quando a etapa atual foi interpretada, questionada, sintetizada e confirmada pelo grupo.

Fase 1EntenderO que está acontecendo e com quem.Etapas 1–3
  • Etapa 1 · Contexto inicialDelimita a situação, o público afetado, o serviço ou processo envolvido, a unidade responsável, o território e a relevância do tema para a prefeitura.
  • Etapa 2 · DoresInvestiga as dificuldades vividas por cidadãos e servidores: frustração, esforço, perda, atraso, insegurança e necessidades que não estão sendo atendidas.
  • Etapa 3 · SintomasRegistra manifestações observáveis — filas, atrasos, abandono, retrabalho, erros, reclamações ou baixa adesão — e procura sua frequência, abrangência e evidências.
Fase 2EstruturarO problema, suas causas e seus impactos.Etapas 4–6
  • Etapa 4 · Problema centralConstrói uma formulação provisória que explicita quem é afetado, qual barreira é observada, em que contexto acontece, quais impactos produz e o que sustenta a leitura.
  • Etapa 5 · CausasSepara causas diretas e estruturais, condições agravantes e hipóteses. Uma causa só é tratada como confirmada quando existe evidência para sustentá-la.
  • Etapa 6 · ImpactosAnalisa consequências para cidadãos, grupos vulneráveis, servidores, qualidade do serviço, tempo, custos, recursos, obrigações públicas e confiança na prefeitura.
Fase 3Projetar a mudançaO que deve mudar e como saber se mudou.Etapas 7–9
  • Etapa 7 · Resultados esperadosDefine a mudança concreta que deverá ser percebida no curto ou médio prazo. Resultado não é atividade, entrega, ferramenta ou projeto.
  • Etapa 8 · Objetivos de longo prazoConecta os resultados a transformações de valor público, como ampliar acesso, reduzir desigualdades, melhorar serviços ou fortalecer a capacidade institucional.
  • Etapa 9 · Indicadores de sucessoDefine o que medir, linha de base, meta, fonte, frequência e responsabilidade. Quando o dado não existe, registra “A levantar” — nunca inventa um número.
Fase 4FormularLimites do caminho e o desafio final.Etapas 10–11
  • Etapa 10 · Riscos, restrições e dependênciasExplicita riscos operacionais, jurídicos, de dados e de exclusão, além de limitações de recursos, conflitos entre áreas, premissas e dependências institucionais.
  • Etapa 11 · Formulação do desafioTransforma a análise confirmada em uma pergunta “Como podemos...?” centrada no público, na mudança desejada e no contexto — sem indicar tecnologia, canal, produto ou fornecedor.

Em cada etapa Interpretar Verificar Provocar Sintetizar Confirmar Transicionar

Para aprofundar: distinções que protegem a análise

Quando conceitos diferentes são tratados como sinônimos, o desafio nasce contaminado — e toda a jornada seguinte pode seguir na direção errada.

Dor e sintoma

D Dor é a dificuldade ou experiência negativa vivida por uma pessoa ou grupo.
S Sintoma é a manifestação observável de que algo não funciona como esperado.

Sintoma e problema

S Fila, atraso, erro ou reclamação mostram que existe uma situação indesejada.
P O problema explica quem é afetado, qual barreira existe, em que contexto e com quais impactos.

Causa e hipótese

C Causa confirmada tem evidência de que contribui para o surgimento ou permanência do problema.
H Hipótese é uma explicação possível que ainda precisa ser validada.

Impacto e resultado

I Impacto é uma consequência produzida pelo problema na situação atual.
R Resultado esperado é a mudança concreta que se deseja observar no futuro.

Atividade e mudança

A “Implantar”, “capacitar” ou “contratar” descrevem ações e entregas.
M A análise busca a mudança percebida por cidadãos, servidores ou pelo serviço público.

Evidência e percepção

E Evidência confirmada pode ser demonstrada por dado, documento, registro ou fonte verificável.
P Percepções e relatos têm valor, mas precisam permanecer identificados como tal.
Depoimento

"Participar da imersão em Arquitetura do Problema mudou a forma como eu enxergo desafios. Entrei buscando caminhos para encontrar soluções melhores, mas saí entendendo que a qualidade da solução depende da coragem de investigar o problema com profundidade. A metodologia organiza o pensamento, tira a equipe do achismo e ajuda a transformar sintomas dispersos em decisões mais claras, responsáveis e aplicáveis."

Antes de buscar uma solução, eu aprendi a respeitar o problema.

Bruno Fiori

Gerente do Núcleo de Inovação · Santander

Júlio Diógenes, criador da metodologia Arquitetura de Problemas e facilitador

Quem criou e conduz

Júlio Diógenes

Criador da metodologiaFacilitador

A Arquitetura de Problemas é uma metodologia criada por Júlio Diógenes e conduzida por ele nos workshops e processos de facilitação. Especialista em inovação e executivo público, atua há mais de 17 anos com inovação, gestão de projetos e estratégia.

Como Diretor Executivo do Laboratório Urbano Vivo de Vitória, conecta governo, startups, universidades e parceiros para transformar desafios urbanos em soluções testáveis e mensuráveis.

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Duas formas de conduzir

Da facilitação em grupo a processos públicos mais complexos — especialmente antes de comprometer recursos públicos.

Onde se aplicaServiços ao cidadãoGestão e processos internosPolíticas e programas públicosTerritórios e desigualdades
Processo
Facilitação aprofundada

Para desafios intersetoriais, politicamente sensíveis ou ainda pouco documentados, com validação de evidências e participação de múltiplos atores.

  • Múltiplos stakeholders
  • Validação de evidências e lacunas
  • Análise entre áreas e territórios
  • Mapa do Desafio consolidado
Conversar sobre o processo

Resposta em até 24h  ·  Sem compromisso

Perguntas frequentes

Não. A Arquitetura de Problemas atua antes da ideação: organiza contexto, dores, sintomas, problema, causas, impactos, resultados, objetivos, indicadores, riscos e o desafio. O trabalho termina antes de propor alternativas de solução.
A lacuna é registrada como “A levantar”, “A validar” ou “Não informado”. O método nunca inventa números ou fatos para completar a narrativa. Quando necessário, a etapa segue com uma hipótese claramente identificada.
Não. Ele não recomenda tecnologia, produto, fornecedor, ferramenta, implementação ou objeto de contratação. Seu limite é deliberado: entregar um desafio público claro e fundamentado para que a etapa seguinte comece no problema certo.
Um Mapa do Desafio com título, desafio estruturado, problema, dores, sintomas, causas, impactos, resultados esperados, objetivos de longo prazo, indicadores, riscos, contexto, informações complementares e lacunas de informação.

Ainda tem dúvidas?

Respondo pessoalmente — geralmente no mesmo dia.

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Próximos passos

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Workshop  ·  Facilitação aprofundada